Formada na cultura da
feira, os primeiros moradores da cidade de Conceição eram detentores de
pequenas propriedades de terra, no qual era tirada o seu sustento com o plantio
de mandioca, cana-de-açúcar, milho, amendoim etc. E aqui começa a história de Terezinha Pereira de 81 anos, minha avó, em uma pequena entrevista que fiz com ela.
Nascida na Vila do Berimbau, criada numa família com seis irmãos. Santa como é
conhecida entre os seus, (apelidada assim para não causar confusão com o nome
da sua irmã Teresa,) desde criança já trabalhava na lida plantando aipim, mandioca, amendoim e
vendendo manga que era para a subsistência da família e fonte de renda. “Vendíamos o que plantava na própria roça ou na feira. Meu pai arrancara as mandiocas e
dava as “pressas” para mim e minha irmã, Bela. Como eu era mais danada saía na
frente”. Foi casada e mãe de cinco filhos, porém hoje só uma é vivo, Santa
viveu parte da vida junto com a família na região de Terra nova, “encontramos
uma condição melhor do que a tínhamos em Beréu. Moramos na fazendo do pai dos
meus filhos”. Por volta de 60, quando trabalhava como cozinheira no Posto São
Luís, localizado na entrada da cidade, a quentura do fogão acabou prejudicando
sua visão, e mesmo passando por cirurgias não impediu que perdesse a visão.
Sempre mulher de muita autonomia, nem a perca da sua visão lhe tirou isso. Com
a doença do seu pai, Santa morou sozinha no período em que seus pais mudaram-se
para uma casa mais dentro da cidade e ela optou por permanecer na roça. Santa
ainda conta que lembra que a feira antigamente era realizada na entrada da
cidade, e que foi graças aos violeiros e capoeirista que a cidade tem o nome que
até hoje é dado como referência, Berimbau. Com a chegada da energia elétrica a
cidade começou a ter aos poucos algumas mudanças. E que a mudança do nome se
deu graças à municipalização da cidade.
Gostei muito dos relatos amiga. Super interessante!
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