E a
história se inicia em 1557, que após lutas travadas com os povos indígenas, os
Tupinambás, os colonizadores portugueses expulsaram-nos e ocuparam uma área em
torno de 1251 km², as margens do Rio Traripe e Subaé. Ali logo se desenvolveu o
plantio de cana-de-açúcar, o fumo e a mandioca, surgindo engenhos, casas de
farinha e pequenos beneficiamentos de fumo. As sesmarias então foram doadas a
Fernão Rodrigues Castello Branco, que posteriormente doou a Francisco de Sá,
filho do governador Mem de Sá, que nelas constrói o Engenho Real de Sergipe.
Com sua morte, as terras passam para Felipa de Sá, sua irmã, casada com o Conde
de Linhares, D. Fernando de Noronha.
Por
volta de 1667, os beneditinos chegaram à região onde recebem a doação dessas
terras e constroem a Igreja do Senhor Santo Amaro, virando padroeiro local e
dando nome a cidade.
A
cidade de Santo Amaro até os meados do século XIX alcançou projeção nacional
por ser presença ativa tanto no comércio, sendo principal porto açucareiro do
Recôncavo quanto em lutas a favor da Independência do Brasil, Revolução dos
Alfaiates e a Sabinada.
Localizada
no Recôncavo Baiano, por ser as margens do Rio Subaé, que desagua na Bahia de
Todos os Santos, a cidade de Santo Amaro por anos abrangeu distritos de Acupe,
Oliveiras dos Campinhos, São Brás, Pedras Terra Nova, Saubara e Conceição do
Jacuípe.
E é em 1898, quando o Sr. Tucidides Moraes
instalou a primeira casa comercial, que Conceição do Jacuípe começa a se formar.
O Arraial Baixa do Jacuípe, como fora inicialmente intitulada, por se localizar
perto da nascente do Rio Jacuípe cresce e torna-se a Feira do Berimbau, dando
nome à cidade, pois era frequentada por violeiros e tocadores de berimbau, onde
um deles fez uma trova que no final falava sobre a feira.
Fonte Municipal
Nascente do Rio Jacuípe
Em 1943, o então prefeito de Santo Amaro, teve que ir ao Rio de
Janeiro tratar de assuntos de interesse do Município, oportunidade em que
assumiu a chefia do Executivo, interinamente, o Secretário Elísio Barreto,
residente no Povoado de Berimbau, que aproveitando a ausência, ampliou e
reformou o mercadinho. Dois anos depois, o Coletor Federal admirado com o feito
do secretário ofereceu cem mil réis a cada feirante que participasse das 52
feiras promovidas no ano. Muitos conseguiram a façanha de participar de todas,
destacando-se Eliodoro Marques e Orlando Azevedo.
No ano de 1949 é instalada a primeira rede de energia
hidrelétrica, trazendo luz aos moradores e possibilidades de desenvolvimento ao
povoado.
Em 30 de dezembro de 1953 é assinada a lei nº628, que transforma o
povoado do Berimbau em Vila do Conceição do Jacuípe, distrito de Santo Amaro.
Esse nome surge pela padroeira da cidade, Nossa Senhora da Conceição e o Rio
Jacuípe. A cidade torna-se independente oito ano depois, em 20 de outubro de
1961, quando o então governador da Bahia, Juracy Montenegro Magalhães, que
tinha como um dos seus lugares de passeio a Vila, assina a lei nº1531, criando
o munícipio de Conceição do Jacuípe.
Referências:
QUEIROZ,
Lúcia Maria Aquino de; SOUZA, Regina Celeste de Almeida. Caminhos do Recôncavo:
proposição de novos roteiros histórico-culturais para o Recôncavo baiano.
Salvador,2009, UNIFACS.

Já estive em Berimbau e aqui gostei de conhecer mais sobre esse lugar lindo.
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