quarta-feira, 24 de julho de 2013

De Santo Amaro a Conceição do Jacuípe (Berimbau)

E a história se inicia em 1557, que após lutas travadas com os povos indígenas, os Tupinambás, os colonizadores portugueses expulsaram-nos e ocuparam uma área em torno de 1251 km², as margens do Rio Traripe e Subaé. Ali logo se desenvolveu o plantio de cana-de-açúcar, o fumo e a mandioca, surgindo engenhos, casas de farinha e pequenos beneficiamentos de fumo. As sesmarias então foram doadas a Fernão Rodrigues Castello Branco, que posteriormente doou a Francisco de Sá, filho do governador Mem de Sá, que nelas constrói o Engenho Real de Sergipe. Com sua morte, as terras passam para Felipa de Sá, sua irmã, casada com o Conde de Linhares, D. Fernando de Noronha.
Por volta de 1667, os beneditinos chegaram à região onde recebem a doação dessas terras e constroem a Igreja do Senhor Santo Amaro, virando padroeiro local e dando nome a cidade.
A cidade de Santo Amaro até os meados do século XIX alcançou projeção nacional por ser presença ativa tanto no comércio, sendo principal porto açucareiro do Recôncavo quanto em lutas a favor da Independência do Brasil, Revolução dos Alfaiates e a Sabinada.
Localizada no Recôncavo Baiano, por ser as margens do Rio Subaé, que desagua na Bahia de Todos os Santos, a cidade de Santo Amaro por anos abrangeu distritos de Acupe, Oliveiras dos Campinhos, São Brás, Pedras Terra Nova, Saubara e Conceição do Jacuípe.
 E é em 1898, quando o Sr. Tucidides Moraes instalou a primeira casa comercial, que Conceição do Jacuípe começa a se formar. O Arraial Baixa do Jacuípe, como fora inicialmente intitulada, por se localizar perto da nascente do Rio Jacuípe cresce e torna-se a Feira do Berimbau, dando nome à cidade, pois era frequentada por violeiros e tocadores de berimbau, onde um deles fez uma trova que no final falava sobre a feira.
Fonte Municipal
Nascente do Rio Jacuípe

Em 1943, o então prefeito de Santo Amaro, teve que ir ao Rio de Janeiro tratar de assuntos de interesse do Município, oportunidade em que assumiu a chefia do Executivo, interinamente, o Secretário Elísio Barreto, residente no Povoado de Berimbau, que aproveitando a ausência, ampliou e reformou o mercadinho. Dois anos depois, o Coletor Federal admirado com o feito do secretário ofereceu cem mil réis a cada feirante que participasse das 52 feiras promovidas no ano. Muitos conseguiram a façanha de participar de todas, destacando-se Eliodoro Marques e Orlando Azevedo.
No ano de 1949 é instalada a primeira rede de energia hidrelétrica, trazendo luz aos moradores e possibilidades de desenvolvimento ao povoado.

Em 30 de dezembro de 1953 é assinada a lei nº628, que transforma o povoado do Berimbau em Vila do Conceição do Jacuípe, distrito de Santo Amaro. Esse nome surge pela padroeira da cidade, Nossa Senhora da Conceição e o Rio Jacuípe. A cidade torna-se independente oito ano depois, em 20 de outubro de 1961, quando o então governador da Bahia, Juracy Montenegro Magalhães, que tinha como um dos seus lugares de passeio a Vila, assina a lei nº1531, criando o munícipio de Conceição do Jacuípe.



Referências: 

QUEIROZ, Lúcia Maria Aquino de; SOUZA, Regina Celeste de Almeida. Caminhos do Recôncavo: proposição de novos roteiros histórico-culturais para o Recôncavo baiano. Salvador,2009, UNIFACS.

Um comentário:

  1. Já estive em Berimbau e aqui gostei de conhecer mais sobre esse lugar lindo.

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